Candido Portinari (Brodósqui, São Paulo, 1903 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1962). Pintor, gravador, ilustrador e professor (…) inicia sua formação artística na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, em 1920. Obtém o prêmio de viagem ao exterior em 1928 e segue para a Europa no ano seguinte, episódio crucial em sua trajetória artística. Lá, conhece as obras dos mestres italianos Giotto (ca.1266-1337) e Piero della Francesca (ca.1415-1492), além de importantes nomes da cena europeia da época, como o artista plástico italiano Amedeo Modigliani (1884-1920) e o pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973). Todos esses artistas têm grande influência na obra de Portinari em diferentes momentos de sua carreira.
Em 1979, seu filho João Cândido Portinari (1939) implanta o Projeto Portinari, que reúne um vasto acervo documental sobre a produção, a vida e a época do artista, com o objetivo de resgatar mais de 4.600 obras de Candido Portinari, que constituem, em sua grande maioria, coleções particulares, inacessíveis ao grande público.
Candido Portinari é um dos maiores expoentes da arte brasileira, não apenas por suas qualidades artísticas e pelo seu reconhecimento internacional, mas, principalmente, por contribuir com a fundação de uma cultura nacional no Brasil. Sua obra é ao mesmo tempo singular, ao retratar as mazelas sociais brasileiras, e universal, ao retratar o sofrimento humano. (Itaú Cultural)




