Inimá de Paula (1918-1999), natural de Itanhomi, Minas Gerais, é um dos grandes nomes da arte brasileira do século XX. Sua trajetória artística teve início em Juiz de Fora, onde se envolveu com o Núcleo Antônio Parreiras em 1938. No ano seguinte, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a estudar no Liceu de Artes e Ofícios, mas logo abandonou a instituição para seguir seu próprio caminho artístico.
Em 1941, Inimá se deslocou para Fortaleza, onde teve a oportunidade de conhecer artistas como Aldemir Martins, Antônio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz, com quem passou a integrar a Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Seu retorno ao Rio de Janeiro foi marcado pela participação em uma exposição coletiva na Galeria Askanasy e sua primeira mostra individual na Sociedade dos Arquitetos do Brasil.
Em 1952, Inimá conquistou o Prêmio de Viagem ao Exterior no Salão de Arte Moderna, o que lhe permitiu passar uma temporada em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière e na École Normale Supérieure de Beaux-Arts, tendo aulas de pintura com André Lhote e Gino Severini, ambos importantes nomes do modernismo francês. Sua passagem por Paris foi um divisor de águas, ampliando suas referências artísticas e influenciando sua produção nos anos seguintes.
Em 1998, um ano antes de seu falecimento, foi criado o Instituto Inimá de Paula, responsável pela criação do Museu Inimá de Paula, localizado em Belo Horizonte. Esse museu é um dos poucos dedicados a um artista brasileiro, garantindo que o legado de Inimá fosse preservado para as futuras gerações. A obra de Inimá é marcada por sua intensidade cromática e pela combinação de influências brasileiras e europeias, consolidando-o como um dos artistas mais relevantes de sua época.
Inimá de Paula
Inimá de Paula | Pintura
R$ 26.000,00
Pintura, “metamorfose na geometria invisivel”, ano de 1993.
Obra catalogada pelo Museu Inimá de Paula
[ 48,5cm x 58cm – com moldura ]
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